Publicado por: João José Menescal | 10, Junho, 2008

Da beleza plástica da palavra

Ultimamente faltava tempo para tudo. A idéia de não postar nada há alguns bons dias o incomodava. Pra não deixar passar, resolveu, no arrepio da pele, pelo menos anunciar que estava vivo. O estopim foi a música do Fausto Nilo, cuja beleza plástica sempre o comovia. Lá existe o sal da terra distante, e a certeza de que, em breve, se Deus o permitir, bastará um par de asas para transportá-lo além-mar.


Portugal, acordei de um sonho antigo
Meu avô me ensinou teu pão de trigo
Fez uma canção de amigo
Com as estrelas e o varal.

Portugal, no outeiro da prainha
Meu amor se banhou na fontainha
Com a lua dos amantes
Pendurada no beiral.

Portugal, se o meu mar não existisse
O teu mar talvez fosse um fado triste
Muito além do azul que existe
No teu sonho, Portugal.


Deixe uma resposta

Sua resposta:

Categorias